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Univerde Opina

Roberto Felix
Presidente da UNIVERDE

 

Um dos mais graves problemas da Ilha Grande pode começar a ser amenizado.

A Ampla, concessionária responsável pelo fornecimento de energia em Angra, informou na última semana, em reunião com o Grupo de Trabalho (GT) da Ilha Grande, formado por iniciativa da Prefeitura de Angra, que iniciou um censo de toda a rede elétrica local. Com este trabalho, será possível identificar com mais agilidade as causas das constantes quedas de energia e solucionar problemas que vêm se acumulando ao longo dos anos.

O analista em Engenharia Elétrica da Ampla, Fábio Alvarenga, informou que a empresa já instalou um equipamento que regularizará a tensão que chega à Vila do Abraão, para dar mais qualidade na energia fornecida aos ilhéus. Ele disse ainda que parte dos apagões que a Ilha Grande sofre pode ser atribuída a objetos que danificam o cabo submarino, como âncoras e redes de pesca. Recentemente, segundo ele, um projétil atingiu a fiação elétrica, próximo a uma trilha, e deixou parte da ilha sem luz por mais de um dia.

As entidades da sociedade civil, representadas no GT da Ilha Grande, aproveitaram a oportunidade para solicitar à Ampla que a empresa prepare um “plano B“ com geradores, em especial para o período da alta temporada, quando o local recebe milhares de turistas e sofre com apagões. Eles também cobraram que o cabo submarino que abastece a ilha seja melhor sinalizado, uma vez que somente a sinalização em carta náutica não tem se mostrado suficiente para evitar incidentes.

Para o subprefeito da Ilha Grande, Ivan Marcelo Neves, a participação das empresas que prestam serviços no local nas reuniões do grupo de trabalho está possibilitando uma resposta mais rápida às demandas da comunidade.

- Por conta do trabalho desenvolvido pelo GT da Ilha Grande, está sendo possível aproximar as empresas que atendem à comunidade e dar uma resposta mais ágil para alguns problemas da sociedade - explicou.

Na última semana, uma parceria entre a Prefeitura de Angra e a Ampla promoveu um mutirão de manutenção da rede elétrica na Vila do Abraão. A equipe fez o corte de galhos e desobstrução da rede elétrica.

Uma outra ação que auxiliará na diminuição da demora em restituir a energia após panes elétricas na Ilha Grande é que a direção do Parque Estadual (Peig) dará mais agilidade para a liberação do corte emergencial de galhos e árvores que causarem danos à rede operada pela Ampla.

OBRAS DE SANEAMENTO

Os representantes do Inea aproveitaram a ocasião para dar informes sobre as obras de saneamento que estão em execução pelo governo do estado na Ilha Grande. 

Segundo eles, as intervenções nas comunidades de Araçatiba e Provetá continuam, porém, a obra realizada no Saco do Céu foi interrompida devido a problemas legais e não há previsão de retorno, já que o órgão teve que estornar os valores destinados a obra.

MANUTENÇÃO NO CAIS DE BARCAS

O subprefeito da Ilha Grande anunciou que em breve o cais de Barcas, na Vila do Abraão, receberá manutenção na parte que não está interditada. O objetivo é dar mais conforto para moradores e turistas que utilizam o local.

Participaram desta reunião do GT da Ilha Grande representantes de associações de moradores da Vila do Abraão e do Saco do Céu, Ampla, Prefeitura de Angra, Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisAngra), Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Parque Estadual da Ilha Grande (Peig), Organização pela Sustentabilidade da Ilha Grande (Osig) e Associação de Meios de Hospedagem da Ilha Grande (AMHIG).

Fonte: Prefeitura de Angra dos Reis

Roberto Felix
Presidente da UNIVERDE


Lucro para empresas e para o meio ambiente

Em um mercado cada vez mais globalizado e competitivo, empresas e governos de países em desenvolvimento encontraram no combate à poluição uma fonte alternativa para aumentar as suas receitas e reduzir as emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta.

Isto é possível devido ao Protocolo de Kyoto, documento assinado pela maioria dos países da ONU (Organização das Nações Unidas), em 1997, como mecanismo de controle da interferência humana no clima do mundo. O protocolo prevê uma redução, até 2012, de 5,2% na emissão de gases do efeito estufa, em relação aos níveis registrados em 1990.

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